Muitas mulheres não decidem, de forma consciente, colocar a carreira em segundo plano. Na maioria das vezes, a vida simplesmente acontece.
Casamento. Filhos. Apoiar a carreira do parceiro. Cuidar da casa. Com o passar do tempo, o trabalho vira algo que você encaixa quando dá, e não algo que você constrói de forma intencional.
Até que um dia algo muda.
Um divórcio. A viuvez. Um problema de saúde. Uma mudança financeira que você nunca planejou.
E, de repente, a estrutura na qual você confiava deixa de existir.
Esse não é um assunto confortável, mas é necessário. Porque a verdade é que ninguém é mais responsável pelo seu futuro profissional do que você mesma. E, muitas vezes, ninguém vai se importar mais com isso do que você.
Essa conversa é muito pessoal para mim.
Minha mãe ficou viúva aos 40 anos. Era dona de casa e não tinha segurança financeira. Acompanhar esse momento mudou completamente a forma como eu vejo independência, carreira e escolhas. Aprendi cedo que amor e parceria são importantes, mas não são um plano de carreira.
Levar a sua carreira a sério não é egoísmo.
Muitas mulheres sentem culpa só de pensar em priorizar o trabalho. Culpa por querer mais. Culpa por dedicar tempo a si mesma. Culpa por investir energia em algo que vai além da família. Mas se importar com a sua carreira não tem a ver com cargo ou status. Tem a ver com ter opções. Com segurança. Com saber que, se a vida der uma virada inesperada, você não começa do zero.
Ser dona da sua carreira não significa trabalhar sem parar nem abrir mão da família. Significa ser intencional. Entender o mercado e onde as suas habilidades fazem sentido hoje. Perceber se o ambiente em que você está permite crescimento e voz. Construir confiança em espaços onde aprender e se expor é possível. Ter conversas reais sobre o seu futuro dentro da empresa, em vez de esperar ser notada.
E sim, também significa ocupar espaços, mesmo quando dá medo. Porque, para muitas mulheres, ocupar espaços não é só uma escolha. É uma necessidade.
Isso não é sobre se comparar com influenciadoras que têm tempo, dinheiro e recursos que você não tem. É sobre construir algo que funcione na sua vida real, com todas as responsabilidades, limites e fases.
Progresso não precisa ser rápido nem barulhento. Passos pequenos e consistentes fazem diferença.
Se tem uma coisa que eu gostaria que você levasse daqui é isso: a sua carreira é sua. O seu futuro é seu. Cuidar disso não é egoísmo. É autorrespeito.
Se esse texto fez sentido para você, compartilhe com outra mulher que talvez precise ler isso hoje.

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